O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), José Carlos Felizola, recebeu em seu gabinete, nesta terça-feira, 10, a visita do presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE), Helton Monteiro. Durante o encontro, o dirigente apresentou um panorama da situação enfrentada por médicos que atuam em unidades de saúde administradas por organizações sociais no estado.
Entre os principais problemas relatados estão atrasos no pagamento dos salários dos profissionais, especialmente na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e no Hospital Regional de Estância. Também foram apontadas dificuldades relacionadas à fragilidade das escalas médicas, sobrecarga de trabalho e vínculos profissionais considerados precários.
O conselheiro José Carlos Felizola, que é relator dos processos relacionados à saúde estadual, afirmou que o tema causa preocupação e destacou a necessidade de atuação firme para garantir o funcionamento adequado da assistência à população.
“Vamos oficiar a Secretaria de Estado da Saúde para entender qual é o problema, identificar onde está o gargalo e atuar firmemente para que essa situação seja resolvida. Esses profissionais emprestam suas vidas para servir à população e precisam ter seus direitos resguardados. Acima de tudo, a população sergipana precisa voltar a ser atendida com dignidade”, completou.
O presidente do Sindimed-SE destacou a importância do diálogo com o Tribunal de Contas e reforçou as dificuldades enfrentadas pela categoria.
“Tivemos hoje uma reunião muito importante com o conselheiro Felizola. Viemos trazer demandas da nossa categoria, especialmente relacionadas aos atrasos salariais constantes dos médicos que trabalham em hospitais e maternidades, além daqueles profissionais credenciados que também enfrentam pagamentos em atraso”, explicou Helton Monteiro.
Ele também chamou atenção para a precariedade dos vínculos de trabalho.
“São médicas que não têm licença-maternidade, médicos que não têm direito a férias ou décimo terceiro. Nossa conversa foi pedir o apoio do conselheiro para que esse tema seja investigado. Quando não temos profissionais trabalhando adequadamente, com salários atrasados, não conseguimos oferecer uma saúde de qualidade à população”, concluiu.