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TCE reúne agentes públicos em seminário sobre regras eleitorais e prevenção de irregularidades

O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), por meio da Escola de Contas Conselheiro José Amado Nascimento (Escontas) e da Diretoria de Modernização e Tecnologia (Ditec), realizou nesta quarta-feira, 20, o encontro “Condutas Vedadas em Ano Eleitoral – Orientações Práticas para a Administração Pública”. O evento reuniu mais de 140 gestores e servidores públicos no Auditório Lourival Baptista.

Com caráter orientativo e pedagógico, a capacitação abordou, de forma prática, as principais condutas vedadas pela legislação eleitoral, destacando riscos, responsabilidades e boas práticas voltadas à atuação da administração pública em ano eleitoral. A iniciativa integra a atuação preventiva do Tribunal e busca fortalecer a segurança jurídica dos gestores públicos, prevenindo irregularidades e assegurando maior transparência e conformidade institucional durante o ciclo eleitoral.

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Na abertura do evento, a presidente da Corte de Contas, Angélica Guimarães, ressaltou a importância do conhecimento da legislação eleitoral para a atuação responsável dos agentes públicos. “Num país em que o ciclo eleitoral mobiliza profundamente todas as esferas da vida pública, compreender os limites impostos pela legislação eleitoral não é apenas uma obrigação formal, é uma questão de integridade, de respeito ao erário e, sobretudo, de respeito ao cidadão sergipano”, afirmou.​​

A conselheira também destacou o papel orientador do Tribunal de Contas junto aos jurisdicionados. “Nosso compromisso não é punir por punir; é contribuir para que os gestores tomem as decisões corretas, amparados pelo conhecimento da norma e pela consciência de seus deveres constitucionais”, pontuou.

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As palestras foram conduzidas pelo promotor de Justiça Peterson Barbosa e pelo advogado Wesley Araújo, que compartilharam experiências práticas relacionadas às restrições impostas aos agentes públicos em ano eleitoral.

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Para Wesley Araújo, as condutas vedadas possuem papel fundamental na preservação da igualdade entre os candidatos durante o processo eleitoral. “As condutas vedadas existem justamente para garantir equilíbrio no pleito e evitar que gestores utilizem a estrutura pública em benefício de campanhas eleitorais, comprometendo a igualdade entre os candidatos e interferindo na vontade do eleitor”, explicou.

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Já o promotor Peterson Barbosa chamou atenção para as consequências das irregularidades eleitorais e para a necessidade de orientação preventiva aos gestores, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral de 2026. “As sanções podem ir desde multas elevadas até a cassação do mandato e a inelegibilidade. Por isso, é fundamental que os gestores e suas equipes conheçam as regras e compreendam os limites estabelecidos pela legislação”, destacou.

Entre os participantes do encontro, a prefeita do município de Aquidabã, Ana Helena Carvalho, ressaltou a importância da aproximação entre os gestores públicos e os órgãos de controle durante o período eleitoral.

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“É de suma importância estarmos alinhados com os órgãos de fiscalização e controle para entendermos quais condutas são vedadas e quais ações podem ser realizadas durante o ano eleitoral. Mesmo não sendo candidata, continuo à frente do Executivo e preciso ter ciência dos limites estabelecidos pela legislação”, afirmou.

Ao longo de quatro horas de programação, foram debatidos temas como uso de bens e servidores públicos em campanhas, pronunciamentos institucionais, participação em inaugurações públicas, concessão de benefícios em período vedado e utilização da máquina pública em contextos eleitorais, assuntos considerados centrais para evitar irregularidades e garantir equilíbrio e legalidade no processo eleitoral.

O encontro contou também com o lançamento da cartilha “Ano Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos”, elaborada pela Diretoria Jurídica do Tribunal. O material reúne, em linguagem acessível, orientações sobre regras, prazos, vedações e exceções aplicáveis ao período eleitoral, ampliando o acesso dos gestores públicos às informações necessárias para uma atuação segura e responsável em 2026.​

Fotos: Marcelle Cristinne Texto: Luana Maria

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