O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) realizou, nesta terça-feira, 26, mais uma reunião mensal do Pacto pela Educação, iniciativa coordenada pelo Tribunal em parceria com o Ministério Público de Contas (MPC/SE), voltada ao fortalecimento das políticas públicas educacionais em Sergipe. O encontro aconteceu na sala de reuniões da Presidência e teve como pauta a análise e apropriação dos resultados do Sistema de Avaliação Educacional de Sergipe (SAESE) 2025.
A apresentação dos dados foi conduzida por Alexandre Guimarães, chefe do Serviço de Gestão do Sistema de Avaliação Educacional da Secretaria de Estado da Educação (SEGSAE/CEAVE/SEED). Durante a reunião, foram apresentados os resultados das avaliações aplicadas entre os dias 10 e 28 de novembro do ano passado, contemplando estudantes das etapas de alfabetização, anos iniciais, anos finais e ensino médio, nos componentes curriculares de língua portuguesa e matemática.

Segundo Alexandre Guimarães, o SAESE chega à sua quinta edição consolidado como uma importante ferramenta de diagnóstico da educação sergipana. "Esses instrumentos geram notas de proficiência em língua portuguesa e matemática, permitindo uma análise detalhada por aluno, turma, escola, rede municipal, rede estadual e rede pública como um todo. A partir desses dados, conseguimos compreender quais habilidades foram consolidadas e quais ainda precisam ser desenvolvidas em sala de aula", explicou.
Ele destacou ainda que os resultados servem como base para a definição de estratégias pedagógicas e intervenções que possam melhorar o desempenho dos estudantes nas próximas edições da avaliação. "Quando temos os resultados de uma avaliação em larga escala, sabemos onde estamos e para onde podemos ir. A partir disso, podemos desenvolver estratégias pedagógicas mais eficientes para consolidar habilidades e elevar os índices educacionais", afirmou.
De acordo com o especialista, Sergipe apresentou resultados positivos, principalmente nas etapas de alfabetização e anos iniciais. "Hoje conseguimos atingir a meta de 50% das crianças alfabetizadas. Já nos anos finais e no ensino médio ainda temos desafios, mas também temos todas as condições para avançar e consolidar mais habilidades junto aos estudantes", pontuou.

O procurador do MPC e coordenador do grupo Pacto pela Educação, João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello, ressaltou a importância do SAESE como instrumento de monitoramento da aprendizagem e planejamento das políticas educacionais.
"O SAESE é uma conquista da educação sergipana. É uma avaliação construída aqui no Estado e que mede exatamente os resultados de aprendizagem ao longo do percurso escolar. Esses dados nos ajudam a entender onde avançamos, onde ainda precisamos melhorar e quais providências devemos tomar para garantir uma aprendizagem cada vez mais efetiva", destacou.
Segundo o procurador, o Pacto pela Educação tem desempenhado papel importante no fortalecimento da governança e no alinhamento das ações voltadas à melhoria dos indicadores educacionais. "O pacto funciona como um espaço de diálogo, articulação e construção conjunta. Todo esse esforço, especialmente na área da alfabetização, vem contribuindo para a melhoria gradual dos índices educacionais em Sergipe", afirmou.

A conselheira e também coordenadora do Pacto, Susana Azevedo, destacou que os avanços observados nos últimos anos demonstram a importância da atuação integrada entre os órgãos de controle e os municípios.
"Saio desta reunião com o sentimento de que precisamos continuar fortalecendo essa atuação conjunta do Tribunal de Contas com os municípios. Hoje já conseguimos perceber uma evolução importante em cidades que, há quatro anos, apresentavam índices insatisfatórios e que agora melhoraram seus resultados. Isso mostra que, quando existe compromisso e gestão, os avanços acontecem", afirmou.
A conselheira também chamou atenção para a necessidade de maior comprometimento por parte de alguns gestores municipais diante dos baixos índices de aprendizagem ainda registrados em determinadas localidades.

"Não é admissível que alguns municípios ainda apresentem índices tão baixos de aprendizagem. O problema não é falta de recursos, mas sim de gestão, planejamento e compromisso. As crianças precisam estar na escola para aprender, serem alfabetizadas e terem oportunidades reais de futuro. É isso que precisamos garantir", concluiu.
O grupo é formado por representantes de diversos órgãos, como Universidade Federal de Sergipe (UFS), a Secretaria de Estado da Educação, a Secretaria Municipal de Educação de Aracaju, o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, entidades representativas com atuação na área educacional, como a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e a Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), o Conselho Regional de Administração, o Fórum Estadual de Educação, o Conselho do Cacs-Fundeb, entre outros órgãos relevantes.
Fotos: Cleverton Ribeiro
Texto: Luana Maria