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Psicóloga do TCE alerta sobre cuidados com a saúde mental

O início do ano é visto em muitas culturas como um simbolismo de recomeço, como uma tela em branco a ser preenchida, e há uma abertura maior por parte das pessoas a repensarem suas relações, seus planos, suas metas. Pensando nisso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) chama a atenção para a campanha mundial do Janeiro Branco, dedicada a despertar o interesse da população para a saúde mental e emocional do indivíduo.

O serviço Psicossocial do TCE/SE está à disposição dos colaboradores da Casa e tem sido de grande importância, especialmente durante os últimos anos, com o surgimento da pandemia do coronavírus. Lorena Lins, uma das psicólogas disponíveis para atendimento, destaca que o cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho faz com que algumas pessoas busquem ajuda antes de um agravamento da situação, o que poderia culminar em um transtorno.

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"A disponibilidade do serviço psicológico é importante para tratarmos dos sintomas antes que transtornos como ansiedade e depressão já estejam instaurados e causem muito sofrimento. Algumas pessoas que nos procuram aqui jamais buscariam ajuda para problemas emocionais se fosse em um outro local, seja por receio, vergonha ou falta de disponibilidade”, afirmou.

De acordo com a psicóloga, a campanha do Janeiro Branco contribui para que as pessoas possam dar atenção à saúde mental da mesma maneira com a qual cuidam da saúde física, pois, atualmente, entende-se que não deve existir dissociação e, sim, um tratamento da saúde como um conjunto. “Afinal, quando deixamos de lado a saúde mental é muito provável que isso reflita de maneira física e vice-versa”, explicou Lorena.

A busca por esse equilíbrio e qualidade de vida pode passar por um profissional de saúde, como psiquiatras e psicólogos, mas também pela prática de atividades que despertem prazer - como esportes, caminhadas, leituras e meditação - e estreitamento das relações sociais que não se prendam apenas ao ciclo familiar, em caso de dificuldade.

"É importante o contato humano, ainda que não venha da família, mas ter amigos é muito importante, ter proximidade com pessoas com as quais possam ser estabelecidas relações de qualidade, de escuta, de afeto, com quem se possa conversar. Com a pandemia estava mais forte, alguns entraram em isolamento social, quando o correto seria um distanciamento social, pois os vínculos com os pares devem ser mantidos de outras maneiras e a tecnologia possibilitou isso. Um amigo ou familiar pode ser o primeiro a notar algum tipo de sofrimento ou uma mudança brusca de comportamento sem razão aparente”.

A identificação de alguns sinais atípicos como irritabilidade, insônia, falta de apetite ou compulsão alimentar e menos valia podem ser sintomas de transtornos, portanto, são alertas para se buscar ajuda. ​

*Foto: Cleverton Ribeiro

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